Cinco prefeitos renunciaram do cargo para disputar as Eleições 2026Foto: Redes sociais/Reprodução/ND Mais
O cenário político estabelecido nos municípios catarinenses nas eleições de 2024 começa a passar por transformações. Faltando pouco mais de três meses para o novo pleito, o Núcleo de Dados do Grupo ND mensurou a movimentação das lideranças locais que buscam espaço nas esferas estadual e federal.
Nas 20 maiores cidades de Santa Catarina, cinco prefeitos renunciaram aos cargos para concorrer às eleições deste ano. João Rodrigues (PSD) deixou Chapecó para disputar o governo do Estado; Adriano Silva (Novo) saiu de Joinville para ser o vice na chapa de Jorginho Mello (PL); Edilson Massocco (PL) de Concórdia, Liba Fronza (PSD) de Navegantes e Salmir da Silva (MDB) de Biguaçu buscam vagas na Alesc (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina).
Nas câmaras municipais, dos 317 vereadores, 31 já confirmaram pré-candidatura a outro cargo. A maioria deles pleiteia cadeiras em Brasília, como deputado federal, ou na Alesc, como deputado estadual. A exceção é Afrânio Boppré (PSOL), de Florianópolis, que é um dos pré-candidatos ao Senado.
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A Capital lidera o número de vereadores em transição, com seis pré-candidatos, seguida por Joinville, com cinco. Na outra ponta, sete das 20 maiores cidades ainda não emplacaram nenhum vereador na disputa: Palhoça, Criciúma, Lages, Tubarão, Navegantes, São Bento do Sul e Biguaçu.
Veja prefeitos que renunciaram o cargo
- João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó que concorrerá a governador de Santa Catarina;
- Adriano da Silva (Novo), prefeito de Joinville que concorrerá a vice-governador de Santa Catarina na chapa com Jorginho Mello (PL);
- Edilson Massocco (PL), prefeito de Concórdia que concorrerá a deputado estadual;
- Liba Fronza (PSD), prefeito de Navegantes que concorrerá a deputado estadual e,
- Salmir da Silva (MDB), prefeito de Biguaçu que concorrerá a deputado estadual.
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Ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues – ND Mais
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Ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva – Divulgação/Rejane Gambin/ND Mais
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Edilson Massocco, ex-prefeito de Concórdia – Divulgação/ND
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Liba Fronza, ex-prefeito de Navegantes – Divulgação
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Salmir da Silva, ex-prefeito de Biguaçu – Redes sociais/Reprodução/ND
31 vereadores já anunciaram pré-candidaturas em 2026
- Adilson Girardi (MDB), vereador de Joinville – pré-candidato a deputado estadual;
- Afrânio Boppré (PSOL), vereador de Florianópolis – pré-candidato a senador
- André Guesser (PDT), vereador de São José – pré-candidato a deputado estadual;
- Anna Carolina (Republicanos), vereadora de Itajaí – pré-candidata a deputada estadual;
- Brandel Junior (Republicanos), vereador de Joinville – pré-candidato a deputado estadual;
- Cacá Tavares (Podemos), vereador de Brusque – pré-candidato a deputado estadual;
- Camasão (PSOL), vereador de Florianópolis – pré-candidato a deputado estadual;
- Carla Ayres (PT), vereador de Florianópolis – pré-candidata a deputada federal;
- Ciça Muller (PDT), vereadora de Balneário Camboriu – pré-candidata a deputada estadual;
- Ciro Quintino (MDB), vereador de Gaspar – pré-candidato a deputado federal;
- Cristiane Loureiro (Podemos), vereadora de Blumenau – pré-candidata a deputada federal;
- Diego Machado (PSD), vereador de Joinville – pré-candidato a deputado estadual;
- Eduardo Zanatta (PT), vereador de Balneário Camboriú e p´re-candidato a deputado federal;
- Fernando Cordeiro (PL), vereador de Chapecó – pré-candidato a deputado estadual;
- Ivaldo Pizzinatto (União), vereador de Chapecó – pré-candidato a deputado estadual;
- Ingrid Sataré-Mawé (PSOL), vereadora de Florianópolis e pré-candidata a deputada estadual;
- Jean Pirola (PP), vereador de Brusque – pré-candidato a deputado federal;
- Jean Volpato (PT), vereador de Blumenau – pré-candidato a deputado estadual;
- João Cobalchini (MDB), vereador de Florianópolis – pré-candidato a deputado estadual;
- Jumeri Zanetti (PT), vereadora de São José – pré-candidata a deputada estadual;
- Manu Vieira (PL), vereadora de Florianópolis – pré-candidata a deputada federal;
- Marquinho Kurtz (Podemos), vereador de Balneário Camboriú – pré-candidato a deputado estadual;
- Paulinho da Silva (PCdoB), vereador de Chapecó – pré-candidato a deputado estadual;
- Professor Rogério dos Santos (Republicanos), vereador de Brusque – pré-candidato a deputado federal;
- Rodrigo Livramento (Novo), vereador de Jaraguá do Sul – pré-candidato a deputado estadual;
- Saulo Ramos (PP), vereador de Itapema – pré-candidato a deputado estadual;
- Vanessa da Rosa (PT), vereadora de Joinville – pré-candidata a deputada federal;
- Victor Hugo Forte (Republicanos), vereador de Balneário Camboriú – pré-candidato a deputado estadual;
- Victor Piccoli (PDT), vereador de Camboriú – pré-candidato a deputado estadual;
- Willian Tonezi (PL), vereador de Joinville – pré-candidato a deputado estadual;
- Zagonel (MDB), vereador de Concórdia – pré-candidato a deputado federal
Prefeitos precisam renunciar, vereadores não
Nada impede este movimento. Eleitos para mandatos que começaram em 2025, prefeitos e vereadores podem disputar novamente já neste ano. Para concorrer ao pleito, contudo, os candidatos que ocupam cargo público precisam cumprir algumas regras que, entre vereadores e prefeitos, pesam mais para aqueles que ocupam o Executivo municipal.
A diferença está na desincompatibilização, que é o afastamento do cargo público para impedir que a máquina administrativa seja usada a favor da campanha. A regra vale para prefeitos, secretários, ministros, membros do Ministério Público e outras autoridades, com prazos que variam conforme o cargo de origem e o cargo pretendido.
Chapecó foi uma das cidades em que o prefeito renunciou para se candidatar nas eleiçõesFoto: Prefeitura de Chapecó/ND Mais
Os prazos correm a partir do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Prefeitos que querem trocar de cargo tiveram que renunciar até seis meses antes da eleição, prazo que se esgotou em 4 de abril. Na prática, a lista de prefeitos-candidatos já está fechada: não entra mais nenhum nome. Nesses casos, a renúncia é definitiva. Se o prefeito perder a eleição, não volta à prefeitura. Quem assume o município até o fim do mandato é o vice.
Já para os vereadores, há uma “segurança”. Como exerce função legislativa, sem comando sobre a máquina administrativa, ele pode disputar outro cargo sem deixar a cadeira na Câmara. A lei não exige renúncia. Só perde o mandato municipal se for eleito para o novo cargo; nesse caso, quem assume é o suplente do mesmo partido ou federação. Se perder, segue no posto normalmente.
Florianópolis é a cidade com mais vereadores que anunciaram pré-candidaturasFoto: PMF/Divulgação/ND Mais
É por isso que a lista de vereadores-candidatos ainda não está fechada, e pode crescer. Diferente dos prefeitos, eles têm até as convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, para confirmar candidatura.
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