A formação do ciclone bomba pode gerar rajadas de até 100 km/hFoto: Reprodução/X
Uma intensa área de baixa pressão que se desenvolve entre a Argentina e o Uruguai nesta semana deve se transformar em um ciclone bomba entre sexta-feira (8) e sábado (9).
O fenômeno meteorológico, caracterizado por uma queda brusca na pressão central em curto período, trará reflexos para o tempo no Brasil, impulsionando uma frente fria e derrubando as temperaturas.
Abaixo, entenda como o ciclone afetará cada região e quais são os estados em alerta.
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O que é o ciclone bomba e quando ele se forma?
Conforme a Meteored, o sistema começa a ganhar força entre quarta (6) e quinta-feira (7) nos países vizinhos. A classificação de “ciclone bomba” ocorre porque a pressão central do sistema deve cair de 994 hPa para 970 hPa em apenas 24 horas, uma queda superior aos 24 hPa exigidos para essa definição técnica.
Embora o centro do ciclone se desloque pelo Oceano Atlântico, afastando-se do continente, a sua formação é o motor que empurra uma frente fria severa em direção ao território brasileiro.
Entre sexta (8) e sábado (9), o ciclone bomba ganha força no Atlântico, afetando o tempo em diversas regiões do BrasilFoto: Meteored/Reprodução
Estados mais atingidos e previsão de chuvas
A frente fria associada ao ciclone bomba começará a afetar o Brasil já na noite de quinta-feira (7). Confira o cronograma:
- Quinta-feira (7): o Rio Grande do Sul será o primeiro estado a sentir os impactos, com previsão de chuvas fortes.
- Sexta-feira (8): a instabilidade avança para Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e áreas do oeste e sul de São Paulo.
- Sábado (9) e domingo (10): a frente fria perde força, mas ainda mantém chuvas e nebulosidade sobre o Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Os acumulados de chuva podem ser preocupantes. No Paraná e no Mato Grosso do Sul, os totais podem ultrapassar os 200 mm, elevando o risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de terra.
Fenômeno atinge o Rio Grande do Sul na quinta-feira (7) e avança para SC, PR, MS e SP ao longo da sexta-feira (8)Foto: Reprodução/Meteored/ND Mais
Ventos de até 100 km/h e riscos
Além da chuva, o vento será um fator crítico. O sistema deve provocar:
- No litoral: rajadas de até 80 km/h na costa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
- No interior: rajadas entre 90 km/h e 100 km/h durante a passagem da frente fria, especialmente na sexta-feira.
- Ventos dessa magnitude podem causar queda de árvores, danos em torres de transmissão e em estruturas como placas e telhados.
Queda de temperatura e risco de geada
Após a chuva, o Brasil terá uma virada brusca no termômetro. Uma massa de ar frio avançará pelo país, atingindo o Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até o sul da região Norte. Há previsão de geadas generalizadas na Região Sul e possibilidade de precipitação invernal (neve ou chuva congelada) em áreas de altitude.
Recomendações de segurança
Para garantir a segurança diante das condições adversas, a Defesa Civil recomenda evitar o trânsito em áreas de risco e jamais atravessar vias inundadas, ainda que o nível da água pareça baixo.
É fundamental manter atenção redobrada em encostas para identificar sinais de deslizamento durante chuvas persistentes e, para se proteger dos ventos fortes, evitar estacionar veículos ou permanecer próximo a árvores, placas e torres de alta tensão.

