Garcez e Rafinha Potiguar no clássico vencido pelo Avaí por 2 a 0Foto: Alan Pedro/ND Mais
A vitória do Avaí por 2 a 0 no clássico teve um contexto muito particular, marcado pelas fortes chuvas que atingiram o estádio antes, durante e após a partida. O gramado encharcado tirou grande parte da capacidade das duas equipes em trabalhar a posse de bola, controlar o jogo e construir jogadas mais elaboradas. Foi um clássico de disputa, leitura tática e aproveitamento de erros, especialmente nas bolas paradas.
Mesmo com essas dificuldades, o Figueirense iniciou melhor a partida. A equipe alvinegra se impôs no campo de defesa do Avaí, tentou pressionar a saída de bola e mostrou mais iniciativa nos primeiros minutos, ainda que com limitações claras de passe e de concatenação ofensiva. No entanto, quando o jogo parecia caminhar para um domínio territorial do Figueirense, o Avaí foi cirúrgico. Em uma jogada de bola parada, a zaga alvinegra se posicionou mal, e Thalisson, bem colocado ofensivamente, aproveitou o espaço para cabecear e abrir o placar.
Após o gol, o Figueirense tentou reagir, mas encontrou enorme dificuldade para quebrar as linhas defensivas do Avaí. A equipe azurra ajustou seu sistema, passou a atuar com quatro homens na defesa e quatro no meio-campo, fechando bem os lados e, principalmente, o corredor central. Essa organização neutralizou os avanços do Figueirense, que não conseguiu criar chances claras no primeiro tempo. Ainda assim, Jorginho, camisa 10, foi o destaque alvinegro, mostrando boa movimentação, personalidade e qualidade técnica, mesmo em um cenário adverso.
Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir
Quando o Figueirense ainda buscava o empate, veio o golpe decisivo. Aos 45 minutos do primeiro tempo, novamente em bola parada, Igor Gabriel espalmou para frente em cobrança de falta, e Thalisson, atento ao rebote, marcou o segundo gol, encaminhando a vitória do Avaí.
No segundo tempo, o jogo se transformou em ataque contra defesa. O Figueirense teve mais a bola, mas seguiu sem encontrar soluções para furar o bloqueio defensivo adversário. O Avaí, mesmo com a expulsão do zagueiro Alisson em um lance discutível, manteve sua organização. Destaques para DG na lateral esquerda, Baldini muito seguro na zaga, Zé Ricardo na proteção defensiva e na movimentação que ajudou a aliviar a pressão. Mesmo fora do banco, Cauan de Almeida teve mérito pela leitura tática e pela manutenção do equilíbrio defensivo.
O Avaí venceu de forma cirúrgica, com mérito tático e eficiência. O Figueirense pagou caro pelos erros de posicionamento nas bolas paradas e pela falta de poder de reação. O resultado encaminha a classificação azurra e reforça a importância da organização em jogos decididos nos detalhes.
Os números do jogo, na vitória do Avaí por 2 a 0 no Scarpelli
DG e Felipe Augusto em disputa de bola no clássico Figueirense x AvaíFoto: Alan Pedro/ND Mais
Nos números do clássico em que o Avaí venceu o Figueirense por 2 a 0, a posse de bola, o que seria natural com um a mais, foi alvinegra de 55%, sendo que foram poucas finalizações na partida, sendo sete a seis para o Figueira, e no alvo quatro a três para o Furacão. O jogo teve seis escanteios para o Figueirense e um para o Avaí, e um impedimento para cada lado.
Mesmo não estando à beira do gramado pela suspensão, vitória no duelo tático de Cauan de Almeida.

