Chegada do El Niño pode desencadear doenças, alerta OpasFoto: Reprodução/Igui Ecologia/ND Mais
As mudanças climáticas provocadas por secas severas, chuvas intensas e temperaturas acima da média devem aumentar os riscos à saúde da população brasileira nos próximos meses.
Segundo a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), o El Niño pode favorecer o avanço de doenças infecciosas, elevar as internações por problemas respiratórios e cardiovasculares e pressionar os serviços de saúde em diferentes regiões do Brasil.
O relatório classifica o Brasil como um país de risco médio para uma crise de saúde pública em 2026, em razão dos impactos associados ao fenômeno climático.
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A avaliação considera condições estruturais, vulnerabilidades da população e a capacidade dos serviços de saúde para responder aos eventos extremos.
A mesma classificação é compartilhada por outros países da América Latina, como Argentina, Bolívia e Peru. As informações são do Estadão.
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Dengue – Reprodução/ND Mais
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Zika vírus – Reprodução/ND Mais
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Chikungunya – Reprodução/ND Mais
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Malária – Reprodução/ND Mais
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Febre amarela – Reprodução/ND Mais
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Oropouche – Reprodução/ND Mais
El Niño favorece aumento de doenças; veja a lista
O El Niño pode criar condições favoráveis para o aumento da circulação de diversas doenças infecciosas, segundo a Opas. Entre elas estão:
- Dengue
- Zika
- Chikungunya
- Malária
- Febre amarela
- Oropouche
Nas Américas, o relatório aponta risco muito alto para arboviroses, grupo de doenças causadas por vírus transmitidos pela picada de mosquitos.
Segundo a organização, esses surtos tornam-se altamente prováveis durante períodos marcados por alterações climáticas intensas, podendo gerar grandes consequências para a saúde pública.
Outro impacto considerado praticamente certo é o aumento do estresse térmico sobre a população. A Opas destaca que o calor extremo representa a principal causa de mortalidade relacionada ao clima.
Os grupos mais vulneráveis incluem pessoas com doenças preexistentes, idosos, bebês, gestantes e trabalhadores que exercem atividades ao ar livre.
Ainda na categoria de risco muito alto aparecem doenças transmitidas pela água, como cólera e leptospirose, favorecidas pelo aumento das chuvas e das enchentes.
O relatório também alerta para o risco de desnutrição provocado por perdas de safras decorrentes tanto de secas quanto de inundações.
Outro cenário considerado preocupante é a possibilidade de surtos de sarampo caso eventos extremos provoquem deslocamentos populacionais e aglomerações de pessoas suscetíveis.
A Opas acrescenta que os cenários de seca ou excesso de chuva também podem afetar a saúde mental de pessoas que enfrentam perdas materiais, prejuízos econômicos, deslocamentos forçados e falta de recursos básicos.
Fenômeno pode aumentar casos de doenças devido às chances de enchentesFoto: Prefeitura de Joinville/Reprodução/ND
Quais são as recomendações da Opas?
Para reduzir os impactos do fenômeno, a Organização Pan-Americana da Saúde recomenda:
- Reforçar a vigilância epidemiológica e as campanhas de vacinação para conter surtos de doenças infecciosas favorecidas pelas anomalias climáticas;
- Priorizar a detecção precoce de riscos e de pacientes com doenças crônicas;
- Ampliar alternativas como telemedicina, equipes móveis e distribuição descentralizada de medicamentos para garantir a continuidade de tratamentos durante desastres climáticos;
- Revisar os planos de contingência de hospitais e unidades de saúde, protegendo equipamentos críticos e garantindo o fornecimento de água e energia durante eventos extremos;
- Fortalecer sistemas de alerta precoce para ondas de calor e ampliar a preparação para impactos respiratórios provocados pela fumaça de incêndios florestais, especialmente na Amazônia e no Pantanal.

Deny Campos Repórter
Deny Campos é repórter do portal ND Mais, responsável por trazer os destaques do cenário nacional e internacional, como a previsão do tempo no Brasil e casos de segurança que chamam a atenção em São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades. Formado pela Feapa (Faculdade de Estudos Avançados do Pará) e com MBA em Comunicação e Marketing Digital, é jornalista desde 2018, atuou como assessor na OAB Pará e também escreve sobre política, economia e bastidores. Cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, com foco na produção de matérias factuais de nível estadual e nacional sobre os pleitos municipais. Leia mais ▾
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