Zagueiro Anderson Conceição, voltou a ser relacionado no Figueirense nos últimos jogos e ter exercido boa liderança internaFoto: Rodrigo Polidoro/ND Mais
O Figueirense vive uma reta final de Série C em que a janela de transferências, na prática, não está aberta para o clube. O transfer ban impede a inscrição de novos jogadores e, diante dessa realidade, o técnico Raul Cabral tem repetido uma ideia que ganhou ainda mais força nas últimas semanas: a principal alternativa para reforçar o time está dentro do próprio elenco.
É uma situação que exige criatividade, mas também capacidade de recuperação e, principalmente, coragem para olhar para jogadores que, por diferentes motivos, não vinham sendo utilizados. Se não é possível buscar soluções no mercado, é preciso encontrá-las internamente. E esse processo passa por recuperar atletas, dar novas oportunidades e também abrir espaço para a base.
O caso dos goleiros é um bom exemplo. Fabrício, que atravessou um período de recuperação, vem mostrando evolução nos últimos jogos e voltou a transmitir maior segurança. Anderson Conceição, que até então estava fora dos planos, já apareceu no banco de reservas em algumas partidas.
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Jogadores que estavam distantes da equipe voltaram a ser considerados justamente porque o Figueirense precisa ampliar suas alternativas. Esse movimento também alcança a garotada.
Léo Renz é um dos exemplos mais interessantes. O volante vem sendo utilizado por Raul Cabral, entrando como opção nos jogos, e já aparece entre os nomes avaliados para substituir Breno na próxima partida. A tendência é que o treinador opte por Renan Areias ou Jhonnathan para começar o jogo, mas a simples possibilidade de Léo Renz ser considerado para uma partida importante diz muito sobre o momento do clube.
E aqui está um dos pontos mais positivos desse processo. A renovação do Figueirense não está acontecendo apenas com jogadores que estavam lesionados, que perderam espaço ou que chegaram a figurar fora dos planos. Existe também uma busca consciente por alternativas na base. Em uma competição de alto nível físico e competitivo como a Série C, lançar um jovem sempre envolve riscos, mas também pode representar uma oportunidade para encontrar uma solução que não estava prevista.
Raul Cabral tem sido obrigado a trabalhar com aquilo que possui. E, dentro das limitações, tem procurado transformar necessidade em oportunidade. O Figueirense não pode contratar agora, mas pode recuperar jogadores. Não pode buscar experiência no mercado, mas pode dar experiência aos jovens. Não pode simplesmente substituir uma peça por outra contratação, mas pode reorganizar o elenco e descobrir novas possibilidades.
A informação é de que o clube só deverá pagar o transfer ban e voltar ao mercado caso consiga a classificação. Isso torna as duas últimas partidas da fase decisivas não apenas pelo objetivo esportivo, mas também pelo planejamento do Figueirense para a sequência da temporada.
Reta final na Série C, que vai exigir muito do Figueirense
Raul Cabral, técnico do Figueirense, vem encontrando alternativas, dentro do próprio elenco e na base do clubeFoto: Joao Normando/Amazonas/ND
E os desafios do Furacão não serão simples. Inter de Limeira e Maranhão são adversários que o Figueirense nunca enfrentou. São dois jogos que vão definir o futuro alvinegro na competição e, ao mesmo tempo, determinar se o clube terá condições de abrir novamente a porta do mercado.
Até lá, a janela do Figueirense continuará sendo outra: a janela para dentro. Em um momento de restrições, talvez seja justamente dessa necessidade que possam surgir as soluções capazes de manter vivo o sonho da classificação.

