O volante Breno, do Figueirense, em disputa de bola com o meia Marquinho do BarraFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
O empate em 1 a 1 com o Barra, na estreia da Copa Santa Catarina, precisa servir de alerta ao Figueirense. As ausências de Raynan, Igor Bolt, Arthur Henrique, Lucas Dias (não atua mais no Figueira) e Leonan, por lesão, controle de carga ou recuperação cirúrgica, diminuíram a qualidade do elenco. Mas não explicam a postura apática apresentada principalmente no primeiro tempo.
Mesmo com os substitutos Léo Maia, Felipe Santiago, Jhonnathan, Silvinho e Renan Areias, esperava-se muito mais competitividade. O Figueirense iniciou a competição em casa, diante do torcedor, sabendo que são oito partidas nesta primeira fase e que o objetivo precisa ser o título e, consequentemente, a vaga na Copa do Brasil.
Quem demonstrou mais fome foi o Barra, que atua com uma equipe alternativa, formada em boa parte por uma base sub-20, e já tem assegurado seu lugar na Copa do Brasil por ser o atual campeão catarinense.
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O Barra comandou as ações, foi mais intenso e encontrou espaço em um Figueirense espaçado, sem associação e sem capacidade de controlar o meio. Marquinho, justamente um velho conhecido do torcedor alvinegro, comandou a partida e ditou o ritmo.
No segundo tempo, Raul Cabral mexeu bem. As entradas de Zé Carlos e João Marcos, além dos garotos Thierry e Léo Renz, fizeram o time competir mais. O Figueirense reagiu, buscou o empate e até teve oportunidades para virar. Mas a expulsão infantil de Emerson Galego, reduziu as possibilidades de reação.
Dudu teve alguma participação, mas faltou produção ofensiva. Silvinho, pela experiência, também precisava aproximar mais e assumir responsabilidades. O meio-campo produziu pouco e o time, no conjunto, ficou muito aquém do que se espera de quem deveria ser candidato ao título.
O Figueirense, só na camisa, sem competir, vai para mais um fracasso
O atacante Emerson Galego, do Figueirense, foi expulso, no empate em 1 a 1 com o Barra no ScarpelliFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
A Copa Santa Catarina não se ganha com camisa ou tradição. É preciso atitude, competitividade e entendimento da importância da competição. Se o Figueirense repetir a postura da estreia, corre o risco de transformar uma temporada já marcada pelo rebaixamento estadual em mais um grande vexame. O alerta está claro.

