Allan Aal, treinador do AvaíFoto: Fabiano Rateke/AFC/ND
O técnico Allan Aal precisa construir uma equipe para enfrentar o Operário-PR, no domingo (16), 11h, com uma postura diferente. Não dá mais para transferir a responsabilidade pela busca da vitória, esperar o adversário errar ou montar um time apenas preocupado em não perder.
O Avaí precisa vencer. Mesmo fora de casa. Mesmo carregando o incômodo handicap de ter conquistado apenas uma vitória em 21 jogos longe da Ressacada. A situação na tabela exige isso.
São cinco pontos que separam o Leão do primeiro time fora da zona de rebaixamento. Essa distância precisa começar a diminuir. E, para isso, não há mais espaço para escolher hora, adversário ou circunstância. Cada partida precisa ser encarada como uma decisão. O campeonato chegou ao momento em que desempenho e justificativas ficam em segundo plano. O que interessa é resultado.
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E o adversário oferece uma oportunidade. O Operário, comandado por Luizinho Lopes, vive um momento de oscilação. São duas derrotas consecutivas, ambas por 3 a 1. Perdeu para o Atlético-GO e, depois, para o São Bernardo. Sofreu seis gols nos dois últimos jogos. Continua dentro do G6 e, portanto, ainda luta por um objetivo importante, mas chega pressionado, especialmente depois de uma derrota diante do próprio torcedor.
É nesse cenário que Allan Aal precisa mexer na equipe e, principalmente, na proposta de jogo. Os treinos foram fechados e não tivemos acesso à escalação, mas, olhando para aquilo que o time Azurraí precisa neste momento, algumas alterações fariam sentido. Nas laterais, João Vítor pela direita e William Fernando pela esquerda poderiam oferecer corredores mais agressivos, dando ao time uma alternativa para atacar pelos lados e não ficar dependente apenas das jogadas pelo centro.
Na defesa, o retorno de Allysson é importante. Em um momento de pressão, experiência também conta. Eu manteria Reynaldo pelo lado esquerdo e formaria a dupla de zaga com Allysson. É hora de ter jogadores acostumados a lidar com partidas de responsabilidade, capazes de transmitir segurança e competitividade.
No gol, manteria Bruno Ferreira. Não faria sentido trocar novamente. O goleiro acabou de assumir a posição e, já no jogo seguinte, retornar com Igor Bohn poderia gerar uma insegurança completamente desnecessária. Em um momento como este, estabilidade também é uma virtude.
A principal mudança, para mim, estaria no meio-campo. Jean Lucas não vem fazendo bons jogos e os últimos três compromissos mostraram um jogador abaixo do que pode produzir. Neste momento, ele não está oferecendo a consistência que o time precisa. Por isso, colocaria Paulo Vítor em seu lugar.
É uma troca que pode parecer mais defensiva, já que se trata de um volante entrando na função de um meia, mas Paulo Vítor oferece força na marcação, capacidade de desarme e, principalmente, possibilidade de acelerar a transição.
Com isso, Luiz Henrique poderia subir uma linha e atuar ao lado de Daniel Penha, deixando Zé Ricardo mais atrás. Na frente, manteria Thayllon e Vizeu.
A ideia seria mexer no sistema sem simplesmente transformar o Avaí em uma equipe defensiva. Pelo contrário. A intenção seria recuperar a bola mais rapidamente e, com ela, ter jogadores capazes de acelerar o contra-ataque.
O Avaí com possibilidades para encarar o Operário-PRFoto: Tactical Board/Claudio Cathcart/ND
O Leão precisa ser mais agressivo. Não significa se lançar de qualquer maneira, abandonar a organização ou entregar espaços ao Operário. Significa ter ambição. Se ficar apenas esperando as investidas do adversário, o time Avaiano estará aceitando jogar dentro daquilo que o Operário quer. E, pressionado pela torcida e vindo de duas derrotas, o time paranaense provavelmente terá de assumir a iniciativa.
É justamente aí que o Avaí precisa mostrar personalidade. Recuperar a identidade de uma equipe competitiva, intensa e corajosa. O momento exige isso de Allan Aal e dos jogadores. A tabela não permite mais adiamentos. São cinco pontos para buscar, poucas rodadas pela frente e uma luta contra o rebaixamento que se torna mais apertada a cada rodada.
É vencer ou vencer para o Avaí
O meia do Avaí, Daniel Penha, é a esperança do torcedor AvaianoFoto: Fabiano Rateke/AFC/ND
Em Operário x Avaí, o resultado precisa estar acima de qualquer outra preocupação. O desempenho pode até não ser brilhante. O futebol pode não ser bonito. Mas a equipe precisa ter atitude, competitividade e ambição para vencer.
Com cinco pontos para sair da zona de rebaixamento, Avaí precisa assumir a responsabilidade pela vitória diante de um Operário pressionado e apostar em uma postura mais agressiva para começar a reagir na Série B.

