O atacante, Lucas Alves fez o primeiro gol do FigueirenseFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
A vitória do Figueirense por 2 a 1 sobre o Paysandu, de virada, no Orlando Scarpelli, foi um resultado construído com insistência e, principalmente, com uma postura diferente da equipe alvinegra dentro de campo.
O técnico Raul Cabral decidiu mexer na estrutura do time e apresentou uma formação mais ousada, apostando em dois homens de referência no ataque, Lucas Alves e Emerson Galego, além da entrada de Zé Carlos pelo corredor direito. A mudança retirou Gui Vieira da equipe e deu ao Figueirense uma configuração muito próxima de um 4-3-3, mais agressiva e com maior presença ofensiva.
O início, porém, não foi simples. O Paysandu, bastante modificado em relação aos jogos anteriores, entrou com forte intensidade na marcação e conseguiu controlar as primeiras ações da partida. Durante alguns minutos, o time paraense teve mais presença em campo e dificultou a construção ofensiva do Figueirense. Aos poucos, entretanto, a equipe catarinense foi se ajustando, equilibrando as disputas e passando a criar mais situações de ataque.
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Quando vivia seu melhor momento na partida, o Figueirense acabou sendo castigado. Em uma lambança de tomada de decisão equivocada do goleiro Igor Gabriel, o Paysandu abriu o placar. O Figueirense, diferente de outros jogos, demonstrou capacidade de reação, aumentou sua agressividade ofensiva e passou a pressionar ainda mais o adversário, e chegou ao gol de empate na origem de bola parada no escanteio.
Ainda no primeiro tempo, o time teve um gol anulado e desperdiçou oportunidade clara. Emerson Galego perdeu uma chance incrível cara a cara com o goleiro, mas o volume ofensivo alvinegro crescia. A imposição física, a disputa constante pela segunda bola e a pressão exercida no campo de ataque começaram a gerar desequilíbrio no Paysandu. A situação ficou ainda mais favorável quando o volante Pedro Henrique recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.
Com um jogador a mais, o segundo tempo apresentou um cenário parecido com o que o Figueirense viveu recentemente diante do Itabaiana: ataque contra defesa. E novamente, a equipe encontrou dificuldades para romper as linhas baixas do adversário no início da etapa final.
Foi nesse momento que Raul Cabral promoveu as entradas de Dudu e Renan Areias, que deram mais dinâmica ao meio-campo, aumentaram a capacidade de vencer duelos e melhoraram a circulação da bola no setor ofensivo.
O Figueirense empilhou finalizações, obrigou Gabriel Mesquita a realizar boas defesas e manteve o Paysandu praticamente encurralado. Mesmo assim, a bola insistia em não entrar. Emerson Galego voltou a desperdiçar uma grande oportunidade.
E o futebol costuma premiar quem insiste. Depois de um lance de muita luta dentro da área, em meio a um bate-rebate, foi justamente Galego quem marcou o gol da virada e selou uma vitória merecida.
Emerson Galego fez o gol da vitória de virada do Figueirense contra o PaysanduFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
Individualmente, Arthur Henrique teve atuação importante pelo corredor esquerdo e mostrou como sua presença acrescenta qualidade ao time. Zé Carlos também fez boa partida pela direita, enquanto Lucas Alves e Emerson Galego brigaram o tempo inteiro pelas bolas aéreas e segundas jogadas.
Não foi uma atuação brilhante ou espetacular. O Figueirense ainda apresenta limitações e precisa evoluir em alguns aspectos da construção ofensiva. Mas foi uma vitória construída na base da coragem, da insistência e da superioridade demonstrada ao longo da maior parte do jogo. E, por tudo o que produziu dentro de campo, o resultado foi justo.
Figueirense tem duas semanas para recuperar jogadores até próximo jogo
O lateral esquerdo Arthur Henrique retornou ao Figueirense e teve boa atuaçãoFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
O Furacão só volta a jogar no dia 14 de junho contra o Floresta pela 10a rodada da série C. Assim time Alvinegro tem duas semanas para buscar a consistência de modelo de jogo, como também é um bom período para recuperar jogadores na forma física, e tentar equilibrar o elenco neste aspecto.
Que a comissão técnica, liderada por Raul Cabral, aproveite esse precioso tempo para trazer ajustes que traga o equilíbrio defensivo e ofensivo do time do Figueirense.

