Após alagamentos, risco de novas ocorrências em Minas Gerais é alto, diz meteorologistaFoto: @marinadomst/X/ND Mais
A trégua na chuva não elimina a possibilidade de novas ocorrências em Minas Gerais nos próximos dias.
Apesar da redução no volume de precipitação após o temporal que atingiu o estado nesta terça-feira (24), o doutor em meteorologia e coordenador de operações substituto do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Giovanni Dolif, afirma que o cenário ainda exige atenção.
O solo segue encharcado, e o risco permanece elevado no Sul de Minas e na Zona da Mata. Entenda a seguir.
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Por que o risco de novas ocorrências em Minas Gerais é alto após a tragédia
De acordo com o especialista, os danos registrados até agora foram resultado da combinação de grande volume de chuva em um curto período e sobre uma área extensa. Esse cenário deixou o solo saturado, o que aumenta a probabilidade de novos deslizamentos, mesmo que as próximas pancadas não sejam tão intensas.
Ao R7, Dolif explicou que ainda há muita água acumulada no solo e que “a condição é típica de verão, com pancadas de chuva no fim da tarde”.
“Dificilmente temos dois dias com volume tão grande de chuva, mas mesmo precipitações não tão fortes podem provocar novos deslizamentos, que são os eventos que mais causam perdas de vidas”, alertou. Ele destacou que Juiz de Fora está entre as áreas que seguem sob maior risco.
Ao Conexão Record News, o meteorologista acrescentou que, embora haja uma pausa momentânea nas chuvas, a chegada de uma frente fria na quinta-feira (26) pode trazer novas instabilidades. Ele comparou a situação a uma toalha encharcada que, ao ser torcida, libera ainda mais água.
Tragédia em Minas Gerais deixa 28 mortos
As chuvas deixaram 28 mortos e 40 desaparecidos na Zona da Mata, com maior impacto em Juiz de Fora e Ubá, segundo balanço do governo estadual divulgado na noite desta terça-feira (24).
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais confirmou 21 mortes em Juiz de Fora e sete em Ubá. As buscas continuam.
Número de mortos em Minas Gerais sobe para 28 e outras 40 pessoas estão desaparecidasFoto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais/ND Mais
De acordo com o governador Romeu Zema (Novo), em poucas horas choveu volume próximo ao esperado para um mês.
O fenômeno foi classificado como supercélula e provocou deslizamentos e enchentes em diferentes áreas. O Rio Ubá chegou a 7,28 metros, causando alagamentos, danos a imóveis e interrupção de serviços. As autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar.

